Reflexão Segurança na Internet - Mariana da Silva
O início da era digital deu-se em
1946 com o aparecimento do primeiro computador, o mesmo traz novas
possibilidades de aprendizagem, comunicação e entretenimento, mas nos tempos
atuais também se torna perigoso o uso intensivo das novas tecnologias,
principalmente porque já quase não temos privacidade ou anonimado devido às
mesmas.
Estas novas tecnologias mostram-nos
que também temos deveres ao utilizá-las. Deveres esses que passam pelo respeito
mútuo, ou seja, respeitar para ser respeitado, devemos sempre conhecer que com
a sua utilização temos também direitos, cuidados e perigos, ao copiar e colar
de algum site ou documento devemos sempre referenciar de onde esse conteúdo foi
retirado e temos que compreender que não existe anonimado, pois tudo o que
façamos irá deixar um rasto.
A nível de cuidados a ter ao
utilizar as tecnologias e frequentar redes sociais é necessário ter em atenção
questões como o cyberbulling (Cyber por acontecer num meio tecnológico e
Bullying é a violência física ou psicológica intencionais e repetidas.) Outro
aspeto de máxima importância é a supervisão das crianças devido aos conteúdos
perigosos, à partilha de dados pessoais e com quem comunicam, pois existem
casos de predadores “escondidos” por trás dum simples ecrã aproveitando-se das
mesmas, retirando informações sobre moradas e outros aspetos, de forma a
poderem fazer algo prejudicial para as crianças ou a família em questão,
aproveitando sempre o seu anonimato.
Nas redes sociais (usando o
Facebook como exemplo) é onde se, geralmente, foca o “ataque” virtual através
de mensagens trocadas sem saber quem é a pessoa que se encontra do “outro
lado”, de certas aplicações como “Quiz para saberes quem é a tua alma gémea”
são aplicações que sem darmos conta autorizamos a que acedam às nossas
informações pessoais do perfil do Facebook, até mesmo através da falta de
conhecimento das políticas de segurança e privacidade, por vezes ao navegarmos
pela nossa página inicial onde encontramos o feed dos nossos amigos e conhecidos a que estamos ligados por esta
rede social, encontramos página que publicam notícias que no entanto são
falsas, as mesmas são criadas única e exclusivamente para as pessoas ganharem
dinheiro com os “cliques” de quem acede à página ou através da publicidade
colocada na mesma.
A internet trouxe-nos um motor
de busca que nos simplifica qualquer tipo de pesquisa que seja necessária: o
Google. O Google veio simplificar as inúmeras possibilidades de sites que
existem com a informação que necessitamos, ou seja, quando inserimos o conteúdo
pretendido o Google, automaticamente filtra e avalia os sites relacionados com a
mesma para os apresentar, de forma a que a nossa busca se torne simples e
objetiva. Em abril de 1993 a CERN (Organização Europeia para Investigação
Nuclear) cria a World Wide Web que
foi considerada uma autoestrada de informação.
Infelizmente,
existe um perigo constante: os hackers.
São como piratas informáticos, são pessoas dedicadas a conhecer e modificar
programas, redes de computador, etc. Até este momento não tem importância, pois
também existem uns que o fazem de “boa fé”, sem intensões de prejudicar ninguém
mas existe uma grande rede de hackers que
criam os ataques de DDoS, vírus, etc.
Os ataques de
DDoS (Distributed Denial of Service)
passam por um “entupimento” através de milhares de ligações efetuadas em
simultâneo para as máquinas deixarem de funcionar devido à incapacidade de
resposta. Em 2016 houve um ataque destes a diversas empresas como a Amazon, Twitter, Spotify, Netflix, New York
Times, entre outras, os serviços destas estiveram durante um dia mais
lentos ou até mesmo offline. Este tipo de ataques em grande escala não vai em busca
de dados pessoais. Servem só para derrubar os servidores.
“Uma falha de
segurança, à semelhança de qualquer arma física, vale consoante o seu poder
destrutivo.” (Oliveira, 2016)
Devemos estar sempre
atentos ao que abrimos na internet e ao que permitimos que aceda aos nossos dados,
existem constantemente perigos à nossa volta, se não nos protegermos quer no Google,
em web sites ou nas redes sociais ainda nos tornamos “alvos mais fáceis” do que
se utilizarmos tudo com precaução. Nunca sabemos quem está do “outro” lado.
Referências
Referências
Oliveira,
P. M. (16 de 11 de 2016). Exame Informática. Obtido de
http://exameinformatica.sapo.pt/opiniao/2016-11-16-Quem-vigia-a-Internet-de-Todas-as-Coisas-
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